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........Tudo
começou em Auburn, Nova York (EUA), em 1980. O baixista
Joey DeMaio e o vocalista Eric Adams, que na época
eram estudantes e tocavam em bandas diferentes, conversavam
sobre heavy metal (como muitos de nós o fazem todos
os dias) e chegaram à conclusão de que a cena
não estava grande coisa, visto que como melhor banda
de metal do ano havia sido escolhida o Journey. Daí
surgiu o embrião do que viria a ser uma das maiores
bandas de heavy metal de toda a história da indústria
fonográfica. No entanto, a coisa ainda demorou um
pouco para tomar forma, uma vez que ambos seguiram caminhos
diferentes. DeMaio arrumou um emprego como roadie do Black
Sabbath (era responsável pelos efeitos de palco)
e, num dos shows, conheceu Ross Funicello, o Ross the Boss,
ex-guitarrista do Dictators, banda de Marco Mendonza, o
baixista clássico do Twisted Sister. A amizade acabou
tomando rumos interessantes, uma vez que ambos desfrutavam
do mesmo posicionamento sobre a cena
metálica
da época. Com isso, resolveram montar um time fiel
ao verdadeiro heavy metal. Voltaram, então, a NovaYork
onde encontraram com Eric Adams facilmente.
Com as três cabeças pensando na mesma direção,
nasce o Manowar. Começaram a compor antes mesmo de
encontrar um baterista, que acabou sendo Karl Kennedy, que
entrou para a banda depois de responder a um anúncio
no jornal. Começaram a compor, mas antes mesmo de
gravar alguma coisa, Kennedy deixa a banda, e é substituído
por Donnie Hamzik, um polonês radicado nos EUA e era
um grande baterista. Com este line up a banda lançou
um dos maiores clássicos do heavy metal, em 1982.
Battle Hymns foi lançado pela gravadora Liberty,
e atraiu
a atenção de todos os envolvidos com metal
para a banda. Esse álbum mostrou ao mundo aquilo
que seria feito durante toda a história da banda.
Músicas pesadas, climas épicos e toda a pose
do guerreiro do heavy metal. É inegável que
músicas como Battle Hymns (o maior clássico
da banda), Metal Daze, Manowar, e todas as outras são
de qualidade inquestionável. Marcou história,
também, a participação de Orson Welles,
fazendo uma narração em Dark Avenger. A qualquer
um que esteja começando no mundo metálico
esse álbum é essencial. A todos os que já
estão nesse mundo, o álbum é essencial
também. Esse álbum deveria ser obrigatório.
A banda começou a chamar a atenção
da mídia e do grande público.
Sobretudo pela postura à |
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Conan dos músicos. Nessa época foram convidados
a participar do festival Reading Rock Festival, na Inglaterra.
Mas como a Liberty não teve condições
de bancar a viagem, o Manowar rescinde o contrato e vai
atrás de uma nova gravadora. Anos depois Joey DeMaio
divulgou que a banda havia sido despedida por serem barulhentos
demais. Na mesma época Scott Columbus entra na banda,
substituindo o polonês Hamzik. Columbus, que havia
sido recomendado por uma amiga de DeMaio, mostrou-se o homem
ideal para o posto, uma vez que reunia todos os pré-requisitos
para a música e o visual que o Manowar ostentava.
A banda foi então para a gravadora Megaforce, onde
cada um assinou o contrato com o próprio sangue,
em uma espécie de pacto. Pela nova gravadora lançam,
em 1983, um álbum tão bom quanto o debut,
Into Glory Ride trazia sete das melhores composições
do ano, como Valhalla, Revelation (Death's Angel) e a ótima
Warlord. Graças ao apoio dado pela nova gravadora,
o Manowar parte para uma turnê de dois meses pela
Europa, no final de 1983. O giro passou pela Inglaterra,
Alemanha, França, Portugal e Espanha, atingindo muitos
fãs e conquistando outros novos.
A tour havia sido
um grande sucesso.Voltaram aos EUA para a gravação
do terceiro trabalho de estúdio, que acabou sendo
gravado no Canadá e lançado logo no início
de 1984. Hail To England foi uma homenagem aos fãs
ingleses, que, como eles mesmos disseram, foram os primeiros
a receber a banda de braços abertos. Esse álbum
trouxe diversos hinos fiéis ao verdadeiro heavy metal,
como Blood Of My Enemies, Army Of The Immortals e a faixa
título. Esse álbum ajudou a manter o nome
da banda em alta, e com isso lançam, em seguida,
ainda em 84, Sign Of The Hammer, álbum feito com
músicas que não haviam entrado no álbum
anterior. Anos mais tarde Joey DeMaio desmentiu mais esse
fato, dizendo que a banda havia gravado dois álbuns
em duas semanas, por isso todos acabaram achando que eram
sobras de estúdio. Mas independentemente disso, Sign
Of The Hammer é tão bom quanto seus antecessores.
Animals, Guyana (Cult of the Damned), All Men Play On Ten
e a ótima Thor (que anos mais tarde foi coverizada
brilhantemente pelo Therion, com a participação
de Ralph Scheepers). Com o lançamento desse álbum,
a banda parte para uma turnê mais extensa, atingindo,
além da Europa, a Oceania, passando por Austrália
e Nova Zelândia. Nessa época, bandas de metal,
como Judas Priest e
Motörhead começaram a alcançar certo
sucesso nos EUA. Isso acabou rendendo com a Atlantic. Fighting
The World saiu em março de 1987, o álbum trazia
também grandes composições, como Defender
e Black Wind, Fire And Steel. Para esse álbum, o
Manowar gravou seu primeiro vídeo clip, para Blow
Your Speakers. Em 1988 foi lançado o próximo
grande álbum da banda: Kings Of Metal. Considerado
por muitos como o melhor trabalho da banda, o álbum
apresentou uma volta ao metal épico tradicional da
banda com faixas muito boas como a rápida Wheels
Of Fire, Hail And Kill e Blood Of The Kings. No entanto,
logo após o lançamento do álbum, Ross
the Boss deixa a banda para ser substituído por Dave
Shankle, que já era conhecido da banda e sabia todas
as músicas. O guitarrista acabou estreando na turnê
de divulgação do álbum, que passou
por Estados Unidos, Canadá e Europa. Foi nessa época
que a banda começou a tocar com a maior potência
sonora possível, ultrapassando o recorde, que antes
era do Motörhead. No entanto, a medida não foi
registrada, e com isso não conseguiram o lugar no
Guiness Book of Records. Em 1992, a banda acabava de voltar
de férias e sofreram mais uma baixa, com a saída
de Scott Columbus. O baterista tinha um filho excepcional
e teve que se afastar da banda, prometendo que assim que
pudesse voltaria ao posto. Para seu lugar veio Rhino, e
com essa formação lançam Triumph Of
Steel. Era a época do grunge, quando as bandas de
heavy metal estavam sumindo nos EUA e a imprensa bradava
que o heavy metal estava morto. A resposta a isso foi com
Ride The Dragon, talvez a música mais rápida
da banda. Além dela, se destacavam Metal Warriors
e a imensa Achilles (Agony and Ecstasy in Eight Parts),
de quase meia hora de duração. Em 1993, foram
lançados no mercado duas coletâneas: o box
Secrets Of Steel, que contém os cds lnto Glory Ride
e Hail To England mais um vídeo. Em 1994, durante
a tour de divulgação do álbum, em um
show em Hanôver, na Alemanha, ao tocarem a veloz Black
Wind, Fire & Steel, atingem 129 decibéis e oficializam
o recorde da |
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que toca com a maior potência sonora do mundo. Além
disso foi lançada uma coletânea chamada Hell
Of Steel, que cobria boa parte da carreira da banda, e contava
com uma versão em alemão para Heart Of Steel,
batizada de Herz Aus Stahl. Depois da extensa turnê,
a banda sofre mais uma baixa, com a saída de Dave
Shankle. Isso obrigou o Manowar a ficar parado por algum
tempo, até que surgiu Karl Logan, até então,
um desconhecido. No entanto, foi divulgado que Joey DeMaio
conheceu o guitarista em uma loja de Harley Davidsons, quando
havia levado a sua para consertar. O Manowar, então,
passou por uma verdadeira guerra jurídica com a Atlantic,
para logo após assinar com a Geffen. E, antes de
iniciarem as gravações do álbum seguinte,
Scott Columbus entrou em contato com a banda manifestando
o desejo de voltar ao seu posto. Rhino, que já esperava
a volta do antigo baterista aceitou a situação
e deixou a banda. Com o filho recuperado, Columbus mostrou
muita vontade e garantiu a potência necessária
à banda. Em 1996 saiu mais um grande trabalho dos
guerreiros. Louder Than Hell mostrou o velho Manowar fazendo
o mesmo som de sempre, com grandes composições
como Return Of The Warlord, Number One, Courage e a ótima
The Gods Made Heavy Metal. Esse álbum trouxe o Manowar
pela primeira vez ao Brasil. No ano seguinte, impulsionados
pela imensa quantidade de registros piratas dos shows da
banda; o Manowar resolve colocar no mercado seu primeiro
álbum ao vivo Hell On Wheels. O álbum ficou
marcado por trazer uma faixa gravada em cada país,
com destaque para Blood Of My Enemies, tirada do show que
a banda fez em São Paulo. Mas, como já era
de se esperar, a banda acabou tendo que deixar muitos clássicos
de fora do álbum ao vivo e, para consertar isso,
saiu, em 99, o segundo álbum ao vivo da história
da banda Hell On Stage. Esse álbum também
trouxe faixas gravadas no Brasil, que foram The Power e
Metal Daze. A banda segue fazendo show pelo mundo, tocando
em grandes festivais como o Dynamo Open Air, na Holanda,
o Wacken, na Alemanha e o Gods Of Metal, na Itália.
E esteve mais uma vez no Brasil, dessa vez como parte do
cast do Monsters Of Rock, junto com bandas do porte de Slayer,
Megadeth, Saxon, Savatage e Dream Theater. Depois de mais
um longo período sem lançar nenhum trabalho
de estúdio (apesar de ter saído um dvd e estar
mais um à caminho), em 2002 a banda lançou
mais um
trabalho significativo na sua história
Warriors Of The World, as canções épicas
e a história do verdadeiro heavy metal. Mais um clássico.
Músicas como Fight For Freedom, Fight Until We Die,
Swords In The Wind, Call To Arms, a versão para Nessun
Dorma, de Puccini e Warriors Of The World United já
entraram na lista das preferidas dos fãs e estão
tendo grande recepção ao vivo. O que mostra
o respeito que o fã tem pelo Manowar. Depois disso
seguiu-se um hiato de 5 anos até a banda lançar
outro inédito, o álbum “Gods of War”
de 2007. Nesse meio tempo, alguns ‘singles’,
DVDs “Hell On Earth IV” e “The Day The
Earth Shook - The Absolute Power”. No meio do ano
de 2007 mais um cd ao vivo duplo com um vídeo-clip
da música Gods of war, o álbum "Gods
of War live", destaque nas músicas CD 1 - Holy
war, Mountains e a maravilhosa música Die for Metal,
CD-2 Gods of War, The sons of Odin, Hymn of the immortal
warrior e The crown and the ring. Agora o Manowar já
esta preparando mais um álbum, querendo manter o
conceito de 'Gods of War' e fazer mais um álbum matador.
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